works 

The artist collection, 2013

A coleção do artista, 2013

fabric, foam, cardboard, photographs, children clothing, wood, table, bookshelf, embroidery, blanket, plaster, found objects

8x 12 x 14 feet

view of the installation at the artist studio, Montclair, NJ, 2013

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The Artist collection examines the notion of place – the social place of artist and the art viewer. My need to reflect critically on individual and collective experiences that were colored by brutal events is an attempt to invoke the recent past, the present in the present, to disallow their falling into oblivion. I find myself unable to deny events that are happening in our daily lives. The collection exposes the official discourses that promote forgetting. It is an imaginary collection made with found and modified objects. Artifacts and short narratives are used to begin possible stories, and the viewer needs to use his or her imagination to understand the language of the materials, the suggestiveness of markings and the use of space in order to complete the stories.

 

The red color creates a monochromatic aspect that blends an easy and total perception at first glancing the images and objects. It traces our fractured society marked by violence.Organized on the floor and walls, the objects,images and texts will be replaced by others. It is an endless collection replacing old images by new ones.  Like in the Miracle Room, a folk tradition in Brazil, where pilgrims go to the Church of Our Lady Aparecida to pray for healing and leave objects, images, clothes or other artifacts belonging to someone as a wish for a miracle, The Artist Collection has the same ritual of accumulating things in the room. In the Miracle Room, everywhere you look, there is a picture of someone’s beloved, notes and prayers covering the walls. They will be discarded and replaced by other artifacts and wishes in time. In The Artist Collection, the viewer will not find a response, but rather fragments of individual and collective stories.​

 

A coleção do artista explora a noção do lugar - o lugar social do artista e do espectador.  Minha necessidade de fazer uma crítica reflexiva sobre indivíduos e experiências coletivas que foram marcados por acontecimentos brutais é uma tentativa de invocar o passado recente, o presente no presente, para não deixar que eles caem no esquecimento. Me encontro impossibilitada em negar acontecimentos que acontecem em nosso cotidiano. A coleção expões os discursos oficiais que promovem o esquecimento. É uma coleção imaginária construída com objetos achados e modificados. Artefatos e narrativas curtas são usados para começar possíveis estórias, e o espectador precisar usar sua imaginação para entender a linguagem dos materiais,  os traços imperceptíveis e o uso do lugar,  para que possam completarem as estórias.
 

A cor vermelha gera um aspecto monocromático que não permite uma rápida total compreensão num primeiro olhar aos objetos e imagens. A cor representa uma ruptura da sociedade marcada por acontecimentos violentos. Organizados no chão e parede, objetos, imagens e textos serão substituídos por outros. É uma coleção sem fim que substitui velhas imagens por outras mais recentes. Como na Sala dos Milagres, uma tradição religiosa no Brasil, onde os romeiros vão a Igreja de Nossa Senhora Aparecida para pedirem uma graça de cura ou para agradecerem uma graça alcançada, deixam objetos, fotografias, roupas ou outros artefatos pertencentes a pessoa que receberá a graça.  A Coleção do Artista possui o mesmo ritual de acumulação de objetos. Na Sala dos Milagres, por todos os lugares que você olha, hã uma fotografia de alguém, pedidos escritos e orações cobrindo as paredes. Estes objetos serão descartados algum dia e substituídos por outros artefatos e desejos. Na Coleção do Artista, o espectador não encontrará uma resposta, mas apenas fragmentos de estorias individuais e coletivas. 

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